Na reta final da fase lútea - os dias que antecedem a próxima menstruação - a sensibilidade costuma aumentar. Os sons parecem mais altos. Um pequeno comentário bate mais forte. Basta menos para que o silêncio vire necessidade. As reservas de energia estão mais baixas.

Não é fragilidade. É o corpo funcionando em outra sintonia: hormônios oscilando, um sono muitas vezes menos reparador, o sistema nervoso mais reativo. O mesmo estímulo - um restaurante cheio, uma conversa pesada, um fim de semana lotado - custa mais em um dia sensível do que quando ela se sente confiante.

Para quem está ao lado dela, o mais útil é baixar o nível de exigência ao redor. Planos menores. Ambientes mais silenciosos. Mais paciência quando ela demora para responder. É o equivalente social de diminuir as luzes - não é uma solução, só há menos coisas a que reagir.

O que não ajuda: chamar de “hormonal” para fazer pouco caso, tentar consertar o que ela está sentindo ou insistir em programas que já estavam na agenda antes de a fase chegar. Esses dias foram planejados por outra versão do ciclo.

Quando a próxima fase chega (e sempre chega), a energia e a confiança voltam. A sensibilidade não era ela por inteiro - só um dos climas de um mês mais longo.